Dr. Gustavo Martins Ladeira

pessoa com depressão

O QUE É DEPRESSÃO?

O termo depressão designa várias condições, inclusive um sentimento normal como a tristeza.

A depressão é um transtorno de humor comum, mas sério, relacionado a sentimentos de incapacidade, irritabilidade, pessimismo, isolamento social, perda de prazer, déficit cognitivo (memória, atenção e raciocínio ficam prejudicados), baixa autoestima e tristeza, que interferem na vida diária.

Ela afeta as capacidades de trabalhar, dormir, estudar, comer, socializar, entre outros.

Médico Especialista em Depressão

O médico especialista em depressão é o psiquiatra.

Dr. Gustavo Ladeira é médico psiquiatra e especialista em transtorno depressivo e atende presencialmente no seu consultório na cidade de Foz do Iguaçu, além de realizar consultas por videochamada para todo o país.

O Dr. Gustavo Ladeira tem ampla experiência com mais de 3000 atendimentos realizados em psiquiatria, docência em graduação e preceptoria de residência médica em psiquiatria.

Buscar um psiquiatra capacitado para tirar todas as suas dúvidas, acolher, entender o que lhe causa sofrimento de forma empática e sem preconceitos, propor um tratamento assertivo e acompanhar de perto seu tratamento faz toda a diferença para que seu problema seja resolvido.

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PONTOS CHAVE

– O transtorno depressivo maior (depressão) é um problema de saúde pública e se coloca entre a principal ou segunda maior causa de incapacitação no mundo.

– A distimia é um transtorno depressivo leve crônico que dura pelo menos 2 anos e causa incapacitação significativa.

– Os principais sintomas da depressão são humor depressivo/falta de motivação, anedonia (perda da capacidade de sentir prazer), prejuízos cognitivos (memória, raciocínio e atenção), pensamentos/sentimentos negativos, lentificação/agitação psicomotoras e alterações em ritmos biológicos, como sono e apetite.

– A depressão bipolar é o principal diagnóstico diferencial. Fatores de risco e tratamento são distintos.

– O tratamento requer uso de antidepressivos, tanto na fase aguda como na manutenção em casos recorrentes.

NÚMEROS DA DEPRESSÃO

A prevalência (número de casos da doença em um determinado período) dos transtornos mentais variam quanto ao sexo e idade.

Os sintomas podem começar em qualquer idade, mas a época comum do aparecimento da depressão é por volta do final dos 30 a 40 anos.

Tanto nos homens como nas mulheres, os transtornos de ansiedade e depressão são os mais comuns.

Em torno de 970 milhões de pessoas no mundo vivem com algum transtorno mental, sendo a ansiedade (31%) e a depressão (28,9%) as mais frequentes (ver gráfico abaixo).

A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que em 2020, cerca de 300 milhões de pessoas no mundo vivessem com depressão (incluindo depressão maior e distimia) e esses números podem ser muito maiores devido a pandemia de COVID e casos não registrados.

O número de pessoas que terão depressão ao longo da vida no Brasil está em torno de 15,5% (quase 16 pessoas a cada 100). 

Ainda de acordo com a OMS, a depressão está em 4º lugar entre as principais causas de custos, respondendo por 4,4% dos custos gerados por todas as doenças durante a vida.

Entre todas as doenças, a depressão, ocupa o 1º lugar considerando o tempo vivido com a incapacitação ao longo da vida.

estatísticas da depressão

EVOLUÇÃO DA DEPRESSÃO

O início da depressão pode ser abrupto (do nada), mas costuma progredir de forma lenta.

Em torno de 80% dos pacientes depressivos apresentam mais de um episódio na vida.

O curso é episódico, mas varia muito de um paciente para outro, e não se pode prever sua recorrência, o número de episódios e a duração deles ao longo da vida.

evolução da depressão

É muito importante destacar que quando tratada adequadamente com medicações, a depressão melhora em 3 a 6 meses e depois de 12 meses a maioria dos pacientes se recupera.

As chances de recuperação diminuem progressivamente, principalmente se houver sintomas ansiosos associados e se houver demora para iniciar o tratamento. Depois de 2 anos, 21% das depressões se tornam crônicas (com longa duração e de difícil tratamento), e depois de 6 anos as taxas atingem 55%.

A cada novo episódio, aumenta a probabilidade de apresentar o quadro depressivo novamente e a gravidade é pior com idade de início avançada.

Conforme a doença progride, o intervalo entre os episódios se encurta e a gravidade aumenta.

Todos os achados relacionados à má evolução das depressões sugerem que a cronificação ou piora se deveram ao diagnóstico impreciso ou falta de tratamento adequados.

Por fim, deve-se ter em mente que a depressão é potencialmente letal e a terapêutica é fundamental para a prevenção do suicídio, estimado em 6,67% dos pacientes depressivos.

ETIOLOGIA – DE ONDE VEM A DEPRESSÃO?

Apesar dos grandes avanços nos últimos anos sobre a compreensão da depressão, sua origem ainda não é totalmente conhecida, mas sabemos que vários fatores contribuem para seu risco, desenvolvimento e agravamento.

Estudos sugerem um envelhecimento mais acelerado, em vários sistemas do organismo, nas pessoas com transtorno depressivo maior.

Os fatores genéticos (desde o nascimento) são importantes e os fatores ambientais potencializam os fatores genéticos conferindo maior ou menor chance do indivíduo ter depressão.

Dentre os fatores de risco ambientais, destacam-se o uso de substâncias psicoativas (álcool, drogas, inibidores de apetite, etc.), alteração dos ritmos biológicos (privação de sono) e eventos adversos precoces, como perda de parentes, percepção de falta de carinho dos pais, baixo suporte social, abuso infantil entre outros.

FATORES DE RISCO PARA DEPRESSÃO

Até 60% dos indivíduos com transtorno depressivo maior não são reconhecidos nos atendimentos iniciais, e essas taxas são ainda mais elevadas em países de baixo e médio rendimento. 

Os fatores de risco podem ser estáticos (não modificáveis) ou dinâmicos (podem surgir e regredir ao longo da vida).

fatores de risco para depressão

Dentre os fatores de risco incluem-se:

  • Sexo feminino
  • História familiar de transtornos de humor
  • História de eventos adversos/maus tratos na infância
  • Morte do cônjuge (esposo ou esposa)
  • Doenças médicas crônicas (cardiovasculares, endocrinológicas, neurológicas, neoplasias entre outras) e não psiquiátricas
  • Outras doenças psiquiátricas, especialmente transtornos de ansiedade
  • Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
  • Insônia, trabalho noturno
  • Períodos de alterações hormonais (por exemplo, puberdade, gravidez, pós-parto e perimenopausa)
  • Eventos estressantes recentes da vida (conflitos no casamento, mudança de emprego e condições financeiras entre outros)
  • Tensão no trabalho/desigualdade de rendimentos
  • Luto
  • Vitimização/bullying/cyberbullying entre pares
  • Disforia de gênero (desconforto persistente com as características sexuais do nascimento)
  • Estilo de vida sedentário/tempo de tela

SINAIS E SINTOMAS DEPRESSIVOS – O QUE A PESSOA SENTE NA DEPRESSÃO?

Várias características podem ser indicativos de que a pessoa está depressiva. Abaixo estão características comuns sugestivas de depressão e neste caso a pessoa deve procurar ajuda especializada.

  • humor deprimido (tristeza), irritabilidade, ansiedade e angústia;
  • desânimo ou cansaço elevado;
  • diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;
  • desinteresse, falta de motivação e indiferença;
  • sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desamparo e sensação de vazio;
  • ideias frequentes e desproporcionais de culpa, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, fracasso e pensamentos de morte;
  • interpretação distorcida e negativa da realidade;
  • dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
  • diminuição da libido;
  • perda ou aumento do apetite e do peso;
  • insônia, despertar matinal precoce ou aumento do sono;
  • dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

DIAGNÓSTICO – COMO SABER SE ESTOU COM DEPRESSÃO?

O diagnóstico do transtorno depressivo maior deve ser feito por um médico, preferencialmente um psiquiatra.

Para isso o psiquiatra deve fazer um levantamento adequado da história atual e anterior de episódios depressivos, idade de início, fatores desencadeantes e agravantes, história familiar de transtornos do humor e demais informações que auxiliam excluir outras doenças e também identificar doenças associadas.

Durante o exame, a expressão facial reflete o humor depressivo, a aparência pode estar menos cuidada e observam-se os ombros curvados e uma tendência ao choro.

Nem todos os estados depressivos se caracterizam por sentimentos de tristeza ou humor depressivo, porque predominam apatia (indiferença) e falta de motivação.

O paciente não consegue se distrair do sofrimento por muito tempo, contaminado pelo pensamento de conteúdo pessimista e negativo persistente.

O humor também pode ser irritável, manifestado pela tendência a sentir-se facilmente incomodado com tudo, mal-humorado, muito sensível aos estímulos estressantes.

A redução de energia, mas principalmente o desânimo, a falta de vontade e de iniciativa, ocorrem em intensidades variáveis classificando as depressões em leves, moderadas ou graves, dependendo do grau de incapacitação.

As queixas são de fadiga, preguiça, sono (sensação de sonolência) e necessidade de mais esforço para realizar atividades.

Há diminuição da vontade, do ânimo e da falta de iniciativa para realizar atividades habituais.

São comuns a demora para as respostas e a sensação de “brancos” no raciocínio, pela dificuldade de manter a atenção e prejuízo em executar tarefas.

Para o depressivo, todos os problemas são igualmente difíceis de resolver; ele perde a capacidade de enxergar os problemas do tamanho que eles são. O paciente cria problemas que não existem e aumenta o tamanho deles, sempre com um ponto de vista mais negativo.

Alguns pacientes podem ficar inquietos, andando de um lado para o outro, mexendo nos cabelos, manipulando objetos, esfregando as mãos e balançando as pernas.

O deprimido avalia a si mesmo e a tudo que o rodeia de forma negativista, e isso se estende a seu passado, presente e futuro, que também são tingidos de pessimismo.

Em cada indivíduo preponderam diferentes sentimentos e ideias negativas: insegurança, temor, medo, menos valia, baixa autoestima, fracasso, ruína, inferioridade, inutilidade, insuficiência, autorrecriminação, culpa, pecado, perda de inteligência, doença grave, vazio, desesperança, suicídio etc.

Surgem medos irracionais e preocupações excessivas, desproporcionais, por vezes com os mínimos problemas.

É comum pensamentos e frases do tipo: “nada interessa”, “nada dá prazer”, “nunca nada dá certo”, “faço tudo errado”, “como é que eu posso estar bem, se não durmo, se nada tem graça, se fui demitido?”, “os outros estariam melhor se eu morresse”, entre outros.

diagnóstico da depressão

Para fechar o diagnóstico de transtorno depressivo maior o paciente deve preencher os critérios abaixo:

A. No mínimo cinco dos sintomas seguintes estiveram presentes durante o mesmo período de duas semanas e representam uma alteração a partir do funcionamento anterior; no mínimo um dos sintomas é humor deprimido ou perda de interesse ou prazer.

Nota: não incluir sintomas nitidamente causados por outra condição médica.

1. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, indicado pelo relato subjetivo (p. ex., diz sentir-se triste, vazio, sem esperança) ou observações feitas por terceiros (p. ex., parece choroso).

Nota: em crianças e adolescentes, pode ser humor irritável.

2. Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades, na maior parte do dia, quase todos os dias (indicado pelo relato subjetivo ou observações de terceiros).

3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar de dieta (p. ex., alteração de mais de 5% do peso corporal em 1 mês) ou aumento ou diminuição do apetite quase todos os dias. Nota: em crianças, considerar a incapacidade de ganhar o peso esperado.

4. Insônia ou hipersonia quase todos os dias.

5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observáveis pelos outros, não apenas sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento).

6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.

7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode ser delirante) quase todos os dias (não apenas autorrecriminação ou culpa por estar doente).

8. Capacidade diminuída de pensar ou se concentrar, ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação de outros).

9. Pensamentos recorrentes de morte (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, tentativa de suicídio ou plano específico de cometer suicídio.

B. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou comprometimento social, ocupacional ou em outras áreas importantes do funcionamento.

C. O episódio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou outra condição médica.

D. O episódio de depressão maior não se explica melhor por transtorno esquizoafetivo, esquizofrenia, transtorno esquizofreniforme, transtorno delirante ou outros transtornos especificados ou não especificados do espectro da esquizofrenia e outros psicóticos.

E. Nunca houve um episódio maníaco ou hipomaníaco.

OUTROS TIPOS DE DEPRESSÃO

1. TRANSTORNO DISRUPTIVO DA DESREGULAÇÃO DO HUMOR:

A característica central do transtorno disruptivo da desregulação do humor é a irritabilidade crônica grave com explosões de raiva (físicas ou verbais) frequentes, geralmente como resposta a frustração.

Elas devem ocorrer com frequência (em média três ou mais vezes por semana) por pelo menos um ano em pelo menos dois ambientes, como em casa e na escola, e devem ser inapropriadas para o desenvolvimento.

2. TRASNTORNO DEPRESSIVO MAIOR:

A característica essencial de um episódio de transtorno depressivo maior é um período de pelo menos duas semanas durante as quais há um humor depressivo ou perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades. Em crianças e adolescentes, o humor pode ser irritável em vez de triste.

A possibilidade de comportamento suicida existe permanentemente durante os episódios depressivos maiores.

3. TRANSTORNO DEPRESSIVO PERSISTENTE (DISTIMIA):

O transtorno depressivo persistente (distimia) é um quadro mais leve e crônico. As alterações estão presentes na maior parte do dia, todos os dias, por, no mínimo, dois anos. Podem ocorrer oscilações, mas prevalecem às queixas de cansaço e desânimo durante a maior parte do tempo.

Geralmente, se mostram como pessoas excessivamente preocupadas, que apresentam um sentimento persistente de preocupação.

As alterações de apetite, libido e psicomotoras não são frequentes, é mais comum sintomas como letargia e falta de prazer pelas coisas que antes eram prazerosas.

4. TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ-MENSTRUAL:

As características essenciais do transtorno disfórico pré-menstrual são a expressão de mudanças de humor; sentir-se repentinamente triste ou chorosa ou sensibilidade aumentada à rejeição, irritabilidade e sintomas de ansiedade que ocorrem repetidamente durante a fase pré-menstrual e que terminam por volta do início da menstruação ou logo depois.

Esses sintomas podem ser acompanhados de sintomas comportamentais e físicos (inchaço, dores, sensibilidade aumentada nas mamas) e devem ter ocorrido na maioria dos ciclos menstruais durante o último ano.

5. TRANSTORNO DEPRESSIVO INDUZIDO POR SUBSTÂNCIA OU MEDICAMENTO:

O transtorno depressivo induzido por substância ou medicamento apresenta os sintomas de um transtorno depressivo, entretanto o quadro está associado a ingestão, injeção ou inalação de uma substância (droga de abuso, exposição a uma toxina, medicamento psicotrópico, outro medicamento) e persiste além da duração esperada dos efeitos fisiológicos, da intoxicação ou do período de abstinência.

6. TRANSTORNO DEPRESSIVO DEVIDO A OUTRA CONDIÇÃO MÉDICA:

A característica essencial do transtorno depressivo devido outra condição médica é um período proeminente e persistente de humor deprimido ou de diminuição acentuada de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades que é considerado relacionado aos efeitos diretos de outra condição médica.

7. OUTRO TRANSTORNO DEPRESSIVO ESPECIFICADO:

Esta categoria aplica-se a apresentações em que sintomas característicos de um transtorno depressivo que causam sofrimento importante na vida do indivíduo predominam, mas não satisfazem todos os critérios para qualquer transtorno na classe diagnóstica dos transtornos depressivos.

Inclui-se nesta categoria: depressão breve recorrente, episódio depressivo de curta duração (4 a 13 dias) e episódio depressivo com sintomas insuficientes.

8. TRANSTORNO DEPRESSIVO NÃO ESPECIFICADO:

Esta categoria aplica-se a apresentações em que sintomas característicos de um transtorno depressivo, mas não satisfazem todos os critérios para qualquer transtorno na classe diagnóstica dos transtornos depressivos.

9. DEPRESSÃO PÓS PARTO:

A depressão pós-parto é uma condição que afeta muitas mulheres após o nascimento de um bebê, e é importante reconhecê-la para buscar a ajuda adequada.

Entre os principais sintomas estão a tristeza intensa, sentimentos de inadequação, irritabilidade e, por vezes, a sensação de desconexão com o recém-nascido.

Essas emoções podem surgir nas primeiras semanas após o parto e, se não tratadas, podem persistir por meses, impactando não apenas a mãe, mas também o desenvolvimento do bebê.

Além dos sintomas emocionais, a depressão pós-parto pode se manifestar fisicamente, causando alterações no sono, apetite e níveis de energia.

Muitas mulheres se relacionam com dificuldade em realizar tarefas cotidianas e podem se sentir sobrecarregadas pela nova rotina que envolve a maternidade. É essencial lembrar que essas sensações não são um sinal de fraqueza; elas são um indicativo de que o corpo e a mente estão passando por uma adaptação significativa.

Se você ou alguém que você conhece está enfrentando esses desafios, saiba que não está sozinho. A depressão pós-parto é tratável, e procurar a ajuda de um profissional pode ser o primeiro passo para a recuperação.

TRATAMENTO DA DEPRESSÃO – COMO TRATAR A DEPRESSÃO?

Quase todos pacientes, em torno de 90 a 95%, apresentam recuperação total com o tratamento antidepressivo adequado. 

tratamento da deprssão

Muitas vezes, pacientes com depressão resistem em aceitar o diagnóstico de transtorno mental e por isso a informação sobre seus sintomas e tratamento é um passo fundamental.

O tratamento da depressão depende da gravidade do transtorno enfrentado pela pessoa, mas de modo geral, o tratamento conta com dois grandes aliados: os medicamentos e a psicoterapia.

A mudança no estilo de vida também é ponto importante no tratamento da depressão. Exercícios físicos regulares, alimentação balanceada, técnicas de relaxamento e gerenciamento do estresse, também ocupam lugar de destaque no tratamento da depressão.

O apoio de familiares e amigos é igualmente importante, oferecendo compreensão, amor e um ambiente acolhedor e encorajador.

Existem outros tratamentos para depressão como a ECT (eletroconvulsoterapia), a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), ou ainda infusões de um medicamento chamado Cetamina.

Esses tratamentos podem ser prescritos pelo seu psiquiatra e são realizados em alguns centros especializados, sob acompanhamento próximo de profissionais capacitados.

Os medicamentos antidepressivos têm um papel importante para ajudar o paciente a dar o primeiro passo para melhora, uma vez que o cérebro está desorganizado impedindo que o paciente consiga enfrentar o problema sozinho. 

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o uso de antidepressivos não tem o objetivo de manter o paciente dependente dos medicamentos (não viciam), muito pelo contrário. Esses medicamentos são muito importantes fazendo que, após um determinado período de tempo, o paciente consiga levar a sua vida sem o seu uso.

Para melhorar a assertividade do tratamento com medicamentos antidepressivos, existe o teste farmacogenético, que utiliza o material genético do paciente para determinar qual o melhor medicamento para tratar o transtorno, podendo aumentar a eficácia do tratamento em até 50%.

Somente o médico psiquiatra pode determinar qual é o melhor tratamento e escolher o remédio mais indicado para depressão, sugerindo novas alternativas ou diminuindo os remédios, por exemplo.

Procure um especialista em depressão de sua confiança para que todas suas dúvidas sejam resolvidas e seu tratamento feito de forma humana e assertiva.

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